O Carro Eléctrico e a Poesia

No Dia Mundial da Poesia o Museu não quiz deixar de prestar a sua homenagem a este género literário.

Aqui vai um exemplo em como o eléctrico também é fonte de inspiração, da autoria de Maria de Lurdes dos Anjos, in

“O PORTO nas nossas mãos”, Edições Gailivro, 2004

Mestre Eléctrico

O eléctrico era um mestre

Sabia que, o não saber

Doía. Fazia doer.

 

Mestre Eléctrico sabia

Que o povo que o enchia,

Pouco sabia de números,

De letras nada sabia

E, não saber, faz doer.

 

O eléctrico era um mestre,

Sábio, solidário, bom.

Por isso, teve uma ideia:

Com uma simples candeia,

E um vidro que mudava a cor,

O guarda-freio e o revisor

Diziam o destino certo,

Ao povo, quase todo analfabeto,

Que o eléctrico enchia.

Mestre Eléctrico sabia,

Que… não saber, faz doer.

 

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