Dia nacional dos Centros Históricos com viagem guiada de carro eléctrico

O Museu do Carro Eléctrico e a STCP une-se à Universidade Lusófona do Porto com um programa especial para o dia 31 de Março com uma visita guiada de carro eléctrico.

O carro eléctrico 191 irá circular no percurso Batalha-Carmo-Batalha, celebrando desta forma o Centro Histórico do Porto, classificado em 1996 como Património Cultural da Humanidade. 

Não fique de fora desta iniciativa e venha viver a cidade do Porto em todo o seu esplendor. Consulte o programa.

11h00 Receção dos participantes na ULP
10h15 Boas vindas e Apresentação e Enquadramento Histórico do percurso a realizar
  • Prof. Doutora Conceição Falcão
11h45 Inicio do Passeio: passeio guiado e comentado por:
  • Prof. Doutor Arq. José Gomes Fernandes e
  • Prof. Doutora Conceição Falcão
12h30 Regresso à Universidade Lusófona e fim da Visita
Mais informações e inscrições:
Direção de Comunicação
Tel. 222073232
comunicacao@ulp.pt
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Linha 1: 10 de dezembro há 100 anos – continuação

Depois de em Dezembro termos publicado uma pequena hisatória do acidente que pensamos ter ocorrido com o CE 163 (não propriamente o carro nº163 que hoje existe na colecção do Museu, mas um carro do mesmo tipo), eis que, graças ao interesse de colaborador nosso, se encontrou uma noticia fabulosa sobre o assunto.

Não quisemos deixar de partilhar esta descoberta. Por isso, deliciem-se com as imagens e as informações que a Ilustração Portuguesa nos proporciona.

Destacamos apenas o artigo “A Catastrofe do Porto” da Revista Ilustração Portuguesa, nº 305, ano 1911-25-12, pp.33

 

  

 

 

 

 

 

 

 

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O Carro Eléctrico e a Poesia

No Dia Mundial da Poesia o Museu não quiz deixar de prestar a sua homenagem a este género literário.

Aqui vai um exemplo em como o eléctrico também é fonte de inspiração, da autoria de Maria de Lurdes dos Anjos, in

“O PORTO nas nossas mãos”, Edições Gailivro, 2004

Mestre Eléctrico

O eléctrico era um mestre

Sabia que, o não saber

Doía. Fazia doer.

 

Mestre Eléctrico sabia

Que o povo que o enchia,

Pouco sabia de números,

De letras nada sabia

E, não saber, faz doer.

 

O eléctrico era um mestre,

Sábio, solidário, bom.

Por isso, teve uma ideia:

Com uma simples candeia,

E um vidro que mudava a cor,

O guarda-freio e o revisor

Diziam o destino certo,

Ao povo, quase todo analfabeto,

Que o eléctrico enchia.

Mestre Eléctrico sabia,

Que… não saber, faz doer.

 

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Foi hoje inaugurado o carro eléctrico nº 220 e novos artigos de merchandising do Museu do Carro Eléctrico.

 

Está hoje reabilitado para o serviço público, com todo o conforto e segurança de um veículo moderno, o carro eléctrico 220. Depois de um processo de reconstrução integral que respeitou contudo as suas características históricas, este carro está novamente ao serviço, passando a circular nos percursos do recém-criado Porto Tram City Tour, que opera nas linhas 1, 18 e 22.

Simultaneamente foram disponibilizados na loja do Museu, novos produtos inspirados nas suas colecções. Tratam-se de colecções de quatro tamanhos diferentes de bilhetes originais de carros eléctricos, edições facsimiladas de antigos passes, postais cujo design se inspirou nos detalhes dos passes de assinatura anual da Companhia Carris de Ferro do Porto, assim como cartazes com passes e placas de destino, e finalmente, porta-chaves com miniaturas das chapas de destino usadas nos carros eléctricos.

Outra novidade na loja do Museu é a possibilidade de encomendar na recepção uma placa de destino em tamanho real tal como as que são usadas nos carros eléctricos desde há várias décadas.

 

Por tudo isto, e muito mais, vale a pena passar por cá e deixar-se transportar pelo universo dos carros eléctricos, ou simplesmente navegar na nossa loja on-line.

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A primeira viagem de passageiros no americano foi há 140 anos atrás.

Foi no dia 9 de Março de 1872, apesar da inauguração oficial ter sido no dia 15 de Maio do mesmo ano. A Companhia Carril de Ferro Americano do Porto à Foz e Matosinhos começa operações de transporte de passageiros neste inovador meio de transporte, o Americano.

O carro americano foi inventado em 1832 em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, daí o seu nome. Era uma carruagem puxada por cavalos, ou mulas, que circulava sobre carris. Foi o precursor do carro eléctrico.

O bilhete custava 80 reis, mas apesar disso foram transportados 1000 passageiros em 28 viagens realizadas por 2 carros. As viagens fizeram-se apenas entre Miragaia e a Foz das 6 da manhã às 8 da noite.

Foi um verdadeiro sucesso. No entanto não deixou de haver insatisfeitos, que colocaram uma pedra sobre os carris com o objectivo de impedir a circulação destes novos veículos. Os jornais pediram punição exemplar para os culpados.

A inauguração oficial deste serviço de transporte público só foi feita 2 meses mais tarde entre a Rua da Alfândega e Matosinhos, mais precisamente a margem do rio Leça.

Mas essa é uma história que será contada lá mais para a frente.

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Incêndio da remise da Boavista foi há 84 anos

Há 84 anos atrás, no dia 28 de Fevereiro de 1928 ardeu a remise da Boavista.

É uma efeméride de grande importância, uma vez que os eléctricos eram aqui reparados e armazenados e esta era a sede da Companhia Carris de Ferro do Porto desde 1874. Ernst Kers refere que foram perdidos 23 eléctricos, 4 atrelados e 2 zorras, ficando também outros 6 muito danificados mas não perdidos.

Na sequência desta perda, a Companhia Carris de Ferro do Porto adquire nesse ano 10 dos famosos carros Belgas de 40 lugares, para poder dar uma resposta capaz à procura dos utentes do serviço de transportes. O relatório de contas refere também a construção de 20 carros e a renovação de outros 20, permitindo “…efectuar um muito maior número de carreiras (…) e uma muito apreciável diminuição de avarias.”

Foi construído também um novo edifício para servir como remise e oficina, com um total de 20 linhas de entrada. As 20 portas eram uma característica marcante do edifício. A capacidade de recuperação da Companhia Carris de Ferro do Porto foi notória, conseguindo ter uma receita positiva no fim do ano de 1928

A remise da Boavista foi usada como remise principal até 1988. Com a redução do serviço de carros eléctricos, Massarelos passou a ser a remise de serviço, ficando a da Boavista como um armazém de carros eléctricos não utilizados e preparada para serviços eventuais.

Em Agosto de 1999 a Remise da Boavista foi abandonada e demolida, para dar lugar à Casa da Musica.

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A 19 de Fevereiro de 1910 …

A 19 de Fevereiro de 1910 é com pompa e circunstância que o carro eléctrico chegou a S. Mamede.

Antes, a ligação feita entre o Porto e S. Mamede era assegurada pelos carros Ripert, grandes vagões de madeira e ferro, também conhecido por char-à-banc.

A companhia que detinha estes dava pelo nome “Expresso Portuense de Carros Ripert” e começou a sua actividade em 1857. As viagens, intermináveis, desconfortáveis começavam e terminavam na Praça Carlos Alberto.
Num artigo do Jornal de Notícias de 25 de Fevereiro de 1910, o autor Campos Monteiro escreve que “… os passageiros abanavam, dançavam e se entrechocavam, ameaçando desconjuntar-se com a nave colossal que os conduzia …” e que a “… uma velocidade útil de vinte metros á hora decorria a temerosa, fatigante, a interminável jornada!”.

Raramente, portanto, os cocheiros conseguiam cumprir os horários, assim como eram comuns os cocheiros que usavam indevidamente os carris dos carros americanos, causando vários conflitos entre os proprietários dos dois meios de transporte distintos.

Foi, portanto, com grande alegria que a povoação de S. Mamede recebeu o Carro Eléctrico que, segundo o mesmo autor, no já referido artigo do JN, menciona que as ligações eram efectuadas de 20 em 20 minutos entre as 5:37 e a 1:07 da manhã. Um avanço significativo na qualidade de vida dos locais.

Nesse dia 19 de Fevereiro de 1910, Campos Monteiro declama uma elegia em honra do Ripert que terminava do seguinte modo, resumindo assim os sentimentos dos habitantes desta localidade:

“Adeus, amigo, adeus! Que essa fogueira

Te consuma a madeira carcomida.

…Cinco horas!… Vais arder, nave agoirenta!
Enfim, foste uma vez pontual na vida

-Cumpres o horário pela vez primeira…”

Passados assim 102 anos, celebra-se a inauguração da linha 3 de carro eléctrico para S. Mamede. Linha que mais tarde, em 1945, ficou conhecida como a 7/ que ia da praça da liberdade até ao coração dessa localidade.

Se é de S. Mamede, ou usava o carro eléctrico para lá ir, envie-nos as suas histórias.

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