A 19 de Fevereiro de 1910 …

A 19 de Fevereiro de 1910 é com pompa e circunstância que o carro eléctrico chegou a S. Mamede.

Antes, a ligação feita entre o Porto e S. Mamede era assegurada pelos carros Ripert, grandes vagões de madeira e ferro, também conhecido por char-à-banc.

A companhia que detinha estes dava pelo nome “Expresso Portuense de Carros Ripert” e começou a sua actividade em 1857. As viagens, intermináveis, desconfortáveis começavam e terminavam na Praça Carlos Alberto.
Num artigo do Jornal de Notícias de 25 de Fevereiro de 1910, o autor Campos Monteiro escreve que “… os passageiros abanavam, dançavam e se entrechocavam, ameaçando desconjuntar-se com a nave colossal que os conduzia …” e que a “… uma velocidade útil de vinte metros á hora decorria a temerosa, fatigante, a interminável jornada!”.

Raramente, portanto, os cocheiros conseguiam cumprir os horários, assim como eram comuns os cocheiros que usavam indevidamente os carris dos carros americanos, causando vários conflitos entre os proprietários dos dois meios de transporte distintos.

Foi, portanto, com grande alegria que a povoação de S. Mamede recebeu o Carro Eléctrico que, segundo o mesmo autor, no já referido artigo do JN, menciona que as ligações eram efectuadas de 20 em 20 minutos entre as 5:37 e a 1:07 da manhã. Um avanço significativo na qualidade de vida dos locais.

Nesse dia 19 de Fevereiro de 1910, Campos Monteiro declama uma elegia em honra do Ripert que terminava do seguinte modo, resumindo assim os sentimentos dos habitantes desta localidade:

“Adeus, amigo, adeus! Que essa fogueira

Te consuma a madeira carcomida.

…Cinco horas!… Vais arder, nave agoirenta!
Enfim, foste uma vez pontual na vida

-Cumpres o horário pela vez primeira…”

Passados assim 102 anos, celebra-se a inauguração da linha 3 de carro eléctrico para S. Mamede. Linha que mais tarde, em 1945, ficou conhecida como a 7/ que ia da praça da liberdade até ao coração dessa localidade.

Se é de S. Mamede, ou usava o carro eléctrico para lá ir, envie-nos as suas histórias.

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O LIVRO DO MÊS

Carro Eléctrico 104

 Um Romance Fotográfico de John Goto

é a combinação perfeita entre o poema “I’m riding in an electric trolley car”, de Fernando Pessoa, e o poema visual que o próprio Carro Eléctrico 104 constitui na sua forma única.

É assim que o fotógrafo britânico John Goto nos traz uma história de encontros ocorrida a bordo deste carro eléctrico.

Com os seus traços elegantes do início do séc. XX e janelas abertas para outro tempo, esse eléctrico constitui um hino ao amor romântico em todo o seu esplendor.

Estes sentimentos mais profundos foram forjados no seu núcleo e circulam, deixando o romance delineado à sua passagem.

 O Museu do Carro Eléctrico disponibiliza este romance fotográfico em condições especiais, como louvor à lírica que antecede a primavera e que serve como mote a passeios inesquecíveis nestes carris, cruzados por variadas histórias de felicidade e tristeza ao longo dos anos.

  

Aproveite esta oportunidade de São Valentim

 durante todo o mês de Fevereiro

e ofereça este romance fotográfico

com 10% de desconto.

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Dia dos Namorados – 14 de Fevereiro de 2012

John Goto (2002) – Carro Eléctrico 104 – Um Romance Fotográfico

 

Em 2002, o Museu do Carro Eléctrico lançou um desafio a seis fotógrafos contemporâneos para que registassem fotograficamente o eléctrico para posteriormente incorporar as imagens no espólio do Museu. O projecto intitulou-se “Percursos do Eléctrico.”

Um dos seis fotográfos convidados a participar no projecto “Percursos do Eléctrico” foi John Goto que observou o percurso do eléctrico e concebeu uma “storyboard” de um romance que, recorrendo a artifícios técnicos e à imaginação, conta a história de amor entre uma passageira e um guarda-freio. John Goto intitulou este projecto “Carro Eléctrico 104 – Um Romance Fotográfico”

No próximo dia 14 de Fevereiro, o Museu do Carro Eléctrico convida-o a revisitar este projecto viajando no carro eléctrico n.º 104 que estará a efectuar serviço regular na Linha 1 entre as 14h00 e as 19h00.

Para viajar no carro mais romântico da colecção do Museu basta adquirir o seu bilhete a bordo ou na recepção do Museu. O bilhete de bordo custa 2,50€ e é válido para uma viagem.

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Festas de aniversário no Museu do Carro Eléctrico

Festas de aniversário no Museu do Carro Eléctrico

Os programas de festas de aniversário no Museu do Carro Eléctrico registaram em 2011 um aumento de 170% relativamente a 2010 tendo sido realizadas 54 festas de aniversário que contaram com a participação de 937 crianças.

Para este aumento contribuiu a criação do novo programa “Há Festa nos Carris” destinado a crianças dos 9 aos 12 anos e a extensão do programa já existente a crianças mais pequenas.

O programa “Há Festa nos Carris” contempla uma viagem de carro eléctrico, animada pela equipa de animadores da “Salto Criativo”, a bordo da qual é servido um lanche ou jantar de pizza.

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Massarelos. A requalificação do edifício da antiga Central Termoeléctrica de Massarelos – registos de um projecto em curso

No passado dia 16 de Dezembro o Museu do Carro Eléctrico lançou o livro Massarelos. A requalificação do edifício da antiga Central Termoeléctrica de Massarelos – registos de um projecto em curso.

Em 2010 o CA da STCP, com a assessoria técnica da Ordem dos Arquitectos Secção Regional Norte, lançou um concurso público Internacional de Arquitectura para a Requalificação deste edifício. Apresentaram-se a este concurso 52 gabinetes de Arquitectura, de 5 países diferentes, tendo o vencedor sido um jovem Arquitecto Alemão, Thomas Kroger. O segundo e terceiro prémios foram atribuídos respectivamente a Pedra Líquida Lda e Pedro Tiago Pimentel /Camilo Rebelo. 

Concluído o projecto de execução e dada a dimensão e importância do edifício considerou-se fundamental nesta fase organizar uma pequena edição que resumisse a evolução do projecto vencedor e o apresentasse em diálogo com as propostas classificadas em segundo e terceiro lugar no concurso.

O livro apresenta assim os projectos de arquitectura premiados acompanhados de um trabalho de fotografia contemporânea da autoria de Olívia da Silva DAI/ESMAE/IPP, com pormenores dos vários equipamentos que permanecem ainda no espaço da Central Termoeléctrica.

Por 30€ pode adquiri-lo na loja do Museu do Carro Eléctrico. Uma prenda de Natal a não perder!

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Story board

O Museu do Carro Eléctrico em colaboração com o Instituto Politécnico do Porto está a levar a cabo um  projecto de registo fílmico, fotográfico e documental dos trabalhos de conservação e restauro da maquinaria e equipamento da antiga sala das máquinas.

Na sequência desse trabalho Nuno Tudela concebeu uma pequena exposição/instalação na cabine central da sala.

Trata-se de um espaço pequeno onde, até ao final do ano, o visitante é convidado a descobrir o pormenor do que o rodeia. Aqui podemos apreciar registos fotográficos acompanhados de apontamentos que narram um percurso ou guião e que irá estar na origem da concepção do filme que resultará deste projecto.

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Linha 1: 10 de dezembro há 100 anos

Foi há precisamente um século! O elétrico nº 163 teve mais uma razão para se tornar distinto, desta vez por um dramático motivo. Esta viatura, que circulou até 1967 e integra a coleção do museu, protagonizou um dos maiores acidentes com carros de tração elétrica.

Viagem iniciada em Leixões com dezenas de “brasileiros” a bordo, desembarcados do paquete Antony para passarem o Natal junto das suas famílias. Ao passar no “Caes das Pedras”, junto à “praia dos insurretos”, o elétrico e os atrelados descarrilaram numa curva apertada e caíram ao rio Douro. Faleceram 14 pessoas. Ainda assim alguns populares não hesitaram em mergulhar na esperança de salvar vidas.

Os prejuízos resultantes para a então Companhia Carris de Ferro do Porto agravaram a situação difícil que já se vivia em virtude da instabilidade política da 1ª República. Já tinham ocorrido duas paralisações e um acidente com uma máquina a vapor que vitimara um motorista nesse ano.

O conselho de administração da CCFP refere-se no relatório de 1911 ao acidente como “triste acontecimento” que “occorreu no Caes das Pedras enchendo o Porto e o Paiz de lucto e de dôr pelas desgraças pessoaes que occasionou.”

Na madrugada do dia seguinte o carro foi retirado do rio.

Hoje o Museu do Carro Eléctrico possui na sua coleção o carro elétrico 163. Um veículo que foi recuperado nas Oficinas Gerais e devolvido à sua traça original. 

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